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“Monstress” é o grande destaque do Prêmio Eisner 2018

23/07/2018
“Monstress” é o grande destaque do Prêmio Eisner 2018

HG da Image Comics, publicada no Brasil pela Pixel, levou os troféus de Melhor Série Contínua e Melhor Roteirista, para Marjorie Liu, e Melhor Publicação Juvenil. A ilustradora Sana Takeda ganhou ainda nas categorias Melhor Artista Multimídia e Melhor Capista

 

Marjorie Liu e Sana Takeda pegaram as tradições e estilos da tradição de quadrinhos orientais e ocidentais e criaram algo inteiramente delas, e notável: uma história belamente contada de magia e medo, inumanidade e exploração, sobre o que significa ser humano e sobre os monstros que todos nós carregamos dentro de si. Além disso, trazem alguns dos melhores gatos dos quadrinhos. Uma maravilha. 

Neil Gaiman

 

Publicada no Brasil pela editora Pixel, da Ediouro, Monstress foi a grande vencedora do Prêmio Eisner, entregue na última sexta-feira, 20 de julho, na San Diego Comic Con. A HQ escrita pela americana Marjorie Liu e ilustrada pela artista japonesa Sana Takeda ganhou cinco troféus, entre eles o de Melhor Série Contínua e Melhor Publicação Juvenil, Melhor Roteirista (Marjorie Liu) e os de Melhor Artista Multimídia e Melhor Capista, ambos para Takeda.

                A série Monstress t raz um ambiente negro e adulto, une a beleza da art déco e o horror do steampunk, e é uma junção de fantasia e ficção científica.  Marjorie Liu narra a história de Maika Halfwolf, uma adolescente arcânica que sobreviveu a uma guerra cataclísmica entre humanos e a arcânicos – uma raça híbrida que descende dos Anciãos.

Depois da guerra, a protagonista é escravizada por bruxas inimigas que suspeitam dos seus grandes poderes. Na luta pela sobrevivência, ela começa a desvendar o seu misterioso passado e, durante o processo, descobre que tem uma ligação psíquica com uma poderosa criatura de outro mundo.

Os acontecimentos da HQ ocorrem em 1900 em uma Ásia alternativa e matriarcal, e explora problemas sociais e políticos da vida real de uma maneira inovadora. A concisão e origem do universo em que a história decorre é um dos pontos mais elogiados da HQ. No livro, a roteirista Marjorie Liu conta de onde veio a inspiração para escrever a história:

“Não sei nada sobre guerra, já que nunca vivi uma, porém meus avós presenciaram a devastação da guerra na China. Nas histórias deles, a sobrevivência era mais horripilante do que a morte. Sobreviver exigia um desejo de viver mais poderoso do que qualquer bomba ou exército, uma invocação de resiliência super-humana para continuar adiante, dia após dia. Fome, experimentação biológica, campos de concentração raciais, ocupações, colonizações — o que arrasou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial também destruiu a China e o restante da Ásia. E as vítimas desse horror tiveram que aprender, primeiramente, a sobreviver... e então sobreviver à própria luta pela vida”, escreve Liu. Leia o texto completo da autora no aqui.

 

Monstress foi vencedora também do Prêmio Hugo para Melhor História Gráfica. A Pixel publica o novo volume da série em 2019.

                 

SOBRE AS CRIADORAS

MARJORIE LIU é advogada e autora de mais de 17 romances. Suas obras em quadrinhos incluem Supreendentes X-Men, X-23, Wolverine Sombrio e Viúva Negra, todas para a Marvel. Pela primeira, foi indicada ao GLAAD Media Award por imagens marcantes em meios de comunicação da comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero. Ela leciona um curso de escrita de quadrinhos no MIT e vive na cidade de Cambridge, nos Estados Unidos.

SANA TAKEDA é ilustradora e artista de quadrinhos, nascida em Niigata e atualmente reside em Tóquio, no Japão. Com 20 anos, começou a trabalhar como designer digital 3D na companhia de videogames SEGA. Tornou-se uma artista freelance aos 25 anos. Trabalhou em títulos como Ms. Marvel e X-23 para a Marvel e, atualmente, é ilustradora de card games no Japão.

 

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